Skip to main content
Rio de Janeiro

Paes conquista apoio do MDB, que vai indicar irmã de Washington Reis para vice na eleição de governador

Getting your Trinity Audio player ready...

O prefeito do Rio e futuro candidato a governador, Eduardo Paes (PSD), consolidou o apoio do MDB para a eleição de outubro. Nesta quinta-feira, o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, participará de um ato ao lado de quadros estaduais da legenda e do próprio Paes a fim de encaminhar a aliança e indicar um nome para a vice da chapa.

Depois de conversas entre Paes e o chefe estadual do MDB, Washington Reis, ficou definida a indicação de uma irmã dele, Jane Reis, advogada ligada à Assembleia de Deus e com atuação em projetos sociais na Baixada Fluminense. A família está à frente de Duque de Caxias, município com o segundo maior colégio eleitoral do estado. Junto com o fator regional, o viés religioso é considerado o principal ativo da parceria.

Paes e o dirigente estadual do PSD, Pedro Paulo, visitaram Reis logo depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou novamente, com pedido de vista do ministro Luiz Fux, a análise do processo contra o ex-prefeito de Caxias que o deixou inelegível por crime ambiental. Diante da constatação de que não conseguiria estar nas urnas este ano, ele se apressou e fechou o acordo com o prefeito da capital.

  Vamos indicar a vice  hoje. Paes quer uma mulher confirma Washington.

Antes do nome de Jane entrar na roda, o emedebista sugeriu outro irmão, o deputado estadual Rosenverg Reis, mas o prefeito manifestou a preferência por uma mulher, apesar de os cotados até então para o posto  filiados ao PP  serem homens. Alguns dos mencionados eram o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa e o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho.

Além da família Reis, Paes vinha conversando com outros quadros do MDB, como o ex-ministro e hoje secretário nacional de saneamento, Leonardo Picciani, e o líder do partido na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões. Aos olhos da direção nacional da legenda, a aliança é vantajosa para impulsionar a nominata de deputados. No Rio, um grande entusiasta do apoio é o deputado federal Otoni de Paula, que ameaçava sair da sigla.

O pré-candidato ao governo sempre teve o PP como o partido a ser conquistado para oferecer a vice, dada a capilaridade da legenda no estado — é a segunda com o maior número de prefeituras, atrás apenas do PL. Pesa contra, no entanto, o fato de o União Brasil comandar no Rio a federação que os dois partidos tendem a formar, o que dificulta acertos antecipados.

Washington Reis é um dos quadros que a família Bolsonaro mais prestigia no Rio. A entrada do grupo político do ex-prefeito ajuda, segundo interlocutores, a “alargar” a chapa de Paes, que tem medo de ser muito associado ao presidente Lula (PT) num estado que se mostra refratário ao petista.

Com o encaminhamento da indicação da vice, o prefeito ainda tem uma vaga de candidato ao Senado para tentar atrair partidos. Uma das duas já está prometida à petista Benedita da Silva, o que ficou definido em conversa com Lula. Também podem ser colocadas na roda promessas para o eventual futuro governo, como secretarias e nomeações para o Tribunal de Contas do Estado.

Paes foi filiado ao MDB por dez anos, entre 2007 e 2017. Elegeu-se duas vezes prefeito pela sigla. Saiu depois do baque da Lava-Jato, que devastou quase todos os figurões emedebistas no Rio, sobretudo o ex-governador Sérgio Cabral.

Deixe um comentário